May 2013
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March 2013
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"tudo bem?" "tirando minha condiçao financeira,...
A dor pesa
indeferindo:
rasguei-me ao meio:
caíram tijolos.
Meu coração tem mil anos.
Eu não sou como
as outras pessoas
– Charles Bukowski (via ofegar)
Queria muito te ligar, mas sei que não é a minha voz que você quer ouvir.
– Projota. (via orquestrando)
Acontece que sempre foi você. Foi você quando eu passei a ouvir as músicas da...
– 500 Days of Summer (via allaxg)
Me abandonar deve ser muito emocionante.
Eu queria que você soubesse que adoro o jeito que você sorri. Eu quero te...
– Evanescence. (via principedearaque)
E agora, quando me perguntam o que eu mais gosto numa pessoa, digo que são os...
– Texto encontrado na página 1074. (via viagem-ao-tudo)
Eu quero ser a frase para a qual você olha fixamente, lê milhões de vezes mas...
– Catedrais. (via solitude-s)
Tentei
Tentei
Tentei
Cansei.
– Brenda G. (via erronizar)
quem é mais sentimental que eu?
– Los Hermanos
(via theprincedreamer)
Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que...
– Tim Maia. (via prescindido)
Fiquei sozinho um domingo inteiro. Não telefonei para ninguém e ninguém me...
– Clarice Lispector. (via romantizar)
Contornos
chadeflor:
A circunferência dos teus olhos são as estrelas O brilho de uma rotação é o delírio das tuas dimensões Transpõem o teu substancial e o meu vício de te ter O teletransporte do cheiro da sua pele Encrava na minha alma. Laís C.
Quando meu medo se materializa
ou não. (…)
vazia, vazia.. e nada preenche. o nada preenche. Ou não preenche? não sei mais de nada. é drástico me limitar tanto? Laís C.
Quando eu digo: “estou bem” significa que estou inteira, estou de pé, estou...
– Mih Valentim (via desaba-f-a-r)
Mas ei, mãe!
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que...
– Engenheiros do Hawaii. (via poetas-suicidas)
Feeeeeeeeliz aniverssário pra mim o/
Após a morte de sua esposa Carolina, Machado de...
Euclides da Cunha – Por que o senhor não teve filhos? Foi por não querer legar a eles nossa miséria, como está escrito nas Memórias Póstumas de Brás Cubas?
Machado de Assis - Eu bem que gostaria de ver esta casa movimentada. Desde que minha Carola se foi, nada mais aqui tem graça, nem mesmo as borboletas. Mas quero crer que o senhor não tenha vindo fazer-me perguntas de cunho íntimo.
Euclides da Cunha – Peço desculpas. É que parece haver tanta desesperança em suas histórias… O senhor não acha que a esperança é importante?
Machado de Assis – A esperança é importante, mas pode tornar-se um demônio, uma planta daninha que come o lugar de outras plantas melhores. A esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto.
Euclides da Cunha – Vejo ali um belo espelho emoldurado em madeira e me lembrei do conto O Espelho, em que a imagem do alferes, de farda, se confunde com a imagem real. Por que há tantos espelhos em sua obra?
Machado de Assis – Porque a vaidade é um tema que me fascina. Ela tem mil formas, inclusive a mais comum, a da modéstia. E os espelhos são obras humanas; imperfeitos, como todas as obras humanas.
Euclides da Cunha – O senhor foi um poeta romântico e escreveu alguns livros românticos, em que o coração é guiado por paixões contraditórias. Por que o senhor abandonou o romantismo?
Machado de Assis – Será que o abandonei algum dia? Continuo achando, como escrevi em Ressurreição, que, para um coração desenganado, não há imediatamente compensações possíveis nem eficazes consolações. E que a descrição da vida não vale a sensação da vida. Desculpe-me pelas autocitações. Mas eu mesmo sou exemplo de como é insubstituível a sensação de amar e ser amado.
Euclides da Cunha – Mas o senhor é tido como o escritor que rompeu com o romantismo ao escrever Brás Cubas.
Machado de Assis – É verdade, meu jovem, mas nenhuma verdade é inteira. O romantismo foi meu leite de infância, meu doce licor de juventude. Nunca apreciei o rosbife naturalista, isto sim. O realismo a que aderi em meus anos de teatro não foi uma simples oposição ao romantismo. Entre um e outro tentei trabalhar, pois no homem há lugar para todas as contradições. Os extremos se tocam.
Euclides da Cunha – Daí vem o seu gosto pela ironia?
Machado de Assis – Precisamente. Contraí esse gosto dos gregos decadentes, de Luciano, de Swift e Voltaire, dos céticos e desabusados. Aqui no Brasil não prezam a ironia. Preferem a chalaça, a gozação, que têm plateia cativa. Em nosso país, a vulgaridade é um título, a mediocridade, um brasão. E assim continua no regime republicano.
Euclides da Cunha – Muitos, porém, o acham extremamente melancólico e pessimista.
Machado de Assis – É que eles prefeririam que eu lhes dissesse que está tudo bem. Os otimistas costumam ser bobos. Eu tenho minhas rabugens de pessimismo, mas também tenho momentos de expansão alegre, ao menos na presença dos amigos próximos. De resto, prefiro ser reservado. O estilo não é o homem.
Euclides da Cunha – O senhor foi crítico literário, defendeu a independência da literatura brasileira, fundou a Academia Brasileira de Letras para proteger os escritores da desagregação política. Vê bom futuro para a literatura nacional?
Machado de Assis – Nossa independência não se fará em uma ou duas gerações. Mas o senhor pode observar os livros que têm sido escritos nos últimos dez ou 15 anos, como Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Minha Formação, de Joaquim Nabuco, para encher-se de ânimo. Lá na Academia temos, além desses, nomes como José Veríssimo e Olavo Bilac. Exemplos não faltarão para o futuro.
Euclides da Cunha – Esses amigos e colegas acadêmicos chamam-no de mestre. É bom saber que se tem a reputação de um sábio?
Machado de Assis – Agora, meu rapaz, sou obrigado a concordar com Brás Cubas. É como ele diz: “Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas”. Eu trocaria minha reputação pela vida de Carolina, que era o meu par de botas, senão minha roupa inteira. E aqui sigo aquecendo os pés como posso, suportando os remédios amargos que atenuam meus pecados do corpo. Os da alma não têm cura. A alma é tão sutil e complicada que traz confusão à vista nas suas operações exteriores.
Tão sonhadora
apertava os olhos
para ver estrelas
no céu das pálpebras.
Cecília P., Sisudez.
Digo que não sinto.
erronizar:
Mas minto A única coisa que faço É sentir.
É que o amor é como uma árvore: cresce por si mesmo, lança profundamente suas...
– Victor Hugo - “O Corcunda de Notre Dame” (via severinar)
February 2013
26 posts
Não existe amor à primeira vista. Existe atração, vontade de sentir o perfume,...
– Querido John (via aconselhavel)
livreria:
a solidão arde a garganta até conseguir fechá-la de vez e nos matar asfixiados.
olá senhor cury,
eis o que eu faço com as minhas perdas:
de instante, não as...
– moscou, 1821 (via livreria)
E logo eu,
cheio de nada,
quis dar tudo
pra você.
– Poeticências. (via escritoradeboteco)
O carnaval acabou,
A fome não cessou,
Mas todo mundo dançou,
A educação não...
– Inflação de outros carnavais, Colossais. (via hesitavel)
Quando percebi,
te desenhava em meus sonhos.
– Danificar (via danificar)
E eu concordo com o passarinho.
livreria:
Foi um passarinho que me contou que não vale a pena desistir dos sonhos, nem esconder sentimentos. Que não é bom voar sozinho, e que todo mundo quer formar um ninho.
Como se dá a alguém um pedaço de céu?
– A Menina Que Roubava Livros. (via romantizar)
Ofegar: Com toda licença literária do mundo →
ofegar:
Eu vou rimar meu “comigo” contigo, e te trazer pra mais perto de mim. Seremos mais nossos se nossos nomes tiverem o mesmo fim? Se sim, inicio minha petição gramatical insistindo que nossos nomes tenham o mesmo final. Quanto mais eu puder parecer com você, parecerá que nossos corpos estão mais…
Querido Romeu,
hoje lhe escrevo estas singelas palavras para dizer-te o quão...
– Carta para Romeu,Gabriela Savian. (via ofegar)